Estádio do Maracanã

O Estádio Mário Filho - Maracanã, entre 1950 e 1960, passou por sérios problemas de ordem administrativa, retardando a sua conclusão. Teve, ao longo de 10 anos, a sua estrutura exposta ao tempo, ameaçando seriamente o limite de sua segurança. Na realidade, o estádio funcionava em condições precárias, tendo em vista a falta de acabamento de todas as suas dependências.

Durante o governo de Carlos Lacerda, Emílio Ibrahim assumiu a presidência da ADEG (Administração dos Estádios da Guanabara). Com a nova missão, o presidente deu início ao trabalho com uma jovem equipe e, com bom gosto, concluiu as obras do maior estádio do mundo. Por outro lado, no campo administrativo, com a competente colaboração do Procurador do Estado, Carlos Vale, instaurou uma profunda reforma de normas, métodos e procedimentos, que asseguraram a sua eficiência operacional.

O governador Carlos Lacerda cumprimenta Emilio Ibrahim O Governador Carlos Lacerda cumprimenta o Engenheiro Emílio Ibrahim, presidente da Administração dos Estádios da Guanabara (Adeg), por ocasião de uma visita às obras de acabamento do estádio, em 1963.

Foram implantados, entre outros, os Serviços Comercial, Jurídico e de Vendas Antecipadas de Ingressos (foram criados 15 postos de vendas na região metropolitana do Rio de Janeiro).

Para a decisão do título mundial de clubes entre Santos e Milan - recorde de renda - foram colocadas, com grande sucesso, duas bilheterias móveis (kombis), em São Paulo e Santos.

Dr. Emilio Ibraim no Maracanã 1º Grande Desafio - o Presidente da ADEG, Emílio Ibrahim, recebeu o Maracanã inacabado, com diversos e sérios problemas administrativos.

Maracanã inacabado

Demolição do segundo lance da rampa em perigo que, além de nova cobertura, terá acabamento.

Maracanã

Maracanã - A conclusão das obras, a marca de um trabalho austero e o decidido apoio do saudoso Governador Carlos Lacerda transformaram o Maracanã na mais expressiva atração turística do Rio de Janeiro, com reflexos no exterior.

Dr Emílio Ibrahim e o procurador Carlos Valle

O presidente Emílio Ibrahim e o procurador do estado e ex-Secretário Estadual de Administração Carlos Valle analisando o plano de reforma administrativa do Maracanã.

Estacionamento do Maracanã Maracanã - Foi inaugurado novo parque de estacionamento dentro de um estádio do Maracanã. A capacidade do parque carioca é de 600 vagas demarcadas, podendo, porém, abrigar 750 autos. O parque foi construído pela ADEG dentro da mais moderna técnica, obedecendo às leis do tráfego e é todo sinalizado e iluminado, possuindo tabuletas indicativas para orientar os motoristas.

Informativo Carlos Lacerda

Incompetência de muitos, fez Maracanã perder metade dos lugares, estacionamento para 500 carros, hotel das delegações e até a geral. (E ganhou ares de shopping-center de subúrbio.

O Estádio do Maracanã foi salvo na década de 60, pelo Governo Carlos Lacerda, quando era chamado "a grande lata de lixo", tal seu abandono, os escândalos administrativos e a corrupção que o comiam por dentro, enquanto deteriorava o seu exterior.

Após eleito, em outubro de 1960, Lacerda indicou o engenheiro Emílio Ibrahim, ex-jogador do Fluminense, para tocar a obra de recuperação do Estádio abandonado pelas autoridades que o antecederam.

Atacando as estruturas do grandioso edifício, desde o sub-solo, onde corria um rio que poucos conheciam, sujeira por todos os lados, e até uma prisão para policiais faltosos, em menos de dois anos, todo o Maracanã ganhou sólida estrutura, novamente capaz de receber grande público, como o da final da copa do Mundo de 1950, ultrapassando os cento e setenta mil espectadores.

E grandes jogos como aqueles do Mundial Inter Clubes, envolvendo o Santos e o Milan, em 1963; clássico do Campeonato Carioca e do Torneio Rio-S. Paulo, de saudosa memória.

E mais: o público pagante era melhor tratado do que hoje, pois encontrava kombis na ADEG (Administração dos Estádios da Guanabara), presidida pelo eng. Emílio Ibrahim, em vários bairros da cidade e postos fixos nas estações da Central do Brasil, para a venda antecipada de ingressos, evitando assim os atropelos e as filas nas bilheterias do Maracanã, como ocorre atualmente, além dos famigerados cambistas.

DE 150 MIL À METADE - Inacreditável! Enquanto todos os estádios procuram ampliar sua capacidade de público, dado o interesse crescente pelo futebol, o Maracanã reduziu à metade a oferta de ingressos, perdendo inclusive o título de "maior do mundo". E pasmem: governos de esquerda, que enchem a boca para falar em "povo", em "operários", surrupiaram a geral e seus 25 mil frequentadores, aqueles de menor poder aquisitivo e ampliaram a oferta para as cadeiras e seu público de maior capacidade de compra.

Antes: 90 mil arquibancadas; 35 mil cadeiras e 25 mil geraldinos. Hoje, todo o Estádio reduzido a 75 mil lugares. O Estádio continua grande, mas o público caiu cinquenta por cento.

"LATA DE LIXO" - Ao terminar as obras de recuperação e embelezamento do Estádio, a partir de 1963, o Brasil continuava a possuir o maior Estádio do mundo, e não mais "a maior lata de lixo", como se comentava à época.

Após a derrota do Brasil, no Mundial de 1950, o Maracanã passou a ser sub-utilizado, com os clubes reclamando das altas taxas cobradas, não compensando indicar o Estádio para os seus jogos; só os clássicos, do Campeonato Carioca e alguns encontrols do Torneio Rio-S. Paulo, davam retorno aos cofres dos clubes litigantes.

A corrupção no grande Estádio durou de 1950 a 1960, dez anos de más administrações, dirigentes indicados pelos clubes e atendendo ao compadrismo e à politicagem, sem atender às exigências técnicas do edifício que, aos poucos, se deteriorava a olhos vistos. Ao final de uma década de abandono, era o caos. Caminhões entravam carregados de material de construção, pelo portão principal e não descarregavam, saindo pelo portão lateral, do Derby Cllub, para as obras dos quatros engenheiros que "dirigiam" o Estádio. Descoberto o golpe, Lacerda demitiu os quatro e a partir daí, com a nova administração da ADEG, pôde o Estádio reencontar sua grandeza, recebendo o engenheiro Emílio Ibrahim e o Governo do Estado da Guanabara, todos os elogios da imprensa esportiva, carioca e brasileira.

"GIGOLÔ DO ESTADO" - Mas era importante para Carlos Lacerda, que o Maracanã deixasse de ser "o maior gigolô do Estado" e pudesse, com a venda de cadeiras cativas e o aluguel dos jogos, se tornar independente da tutela estadual.

Quando vereador, em 1947, CL queria o Estádio construído na Restinga de Jacarepaguá, em terreno baratíssimo e com o público servido por linhas da Central do Brasil, mas foi derrotado pelo lobe dos dirigentes e jornalistas esportivos. Queria não só o Estádio, mas uma Vila Olímpica completa- o que acabou acontecendo, em parte para os Jogos Pan-Americanos, do ano passado e que custou bilhões de reais.

Em 1947, Lacerda era chamado o "o inimigo do povo", por Mario Filho, do Jornal dos Sports; vindo a tornar-se, após 1960, o salvador do Estádio do Maracanã, pela magnífica recuperação executada pela ADEG, à frente o engenheiro Emílio Ibrahim e ajudado por sua equipe: Juan Scasso, Miguel Varim, Ulisses Serra e Carlos Campos.

ENCANTAMENTO - A visita de inspeção do governador Carlos Lacerda ao novo Maracanã, após as obras de reforço de suas estruturas e embelezamento, deixou-o encantado, também pelas páginas de elogios de toda a imprensa esportiva, no Rio e em S. Paulo. Lacerda fez visita geral, desde o sub-solo, túnel, vestiários até a parte superior, com as novas e confortáveis cabines de imprensa e TV; hotel das delegações, sala de recepções e demais confortos. Até reforço das marquises do Estádio.

Nos vestiários, embaixo, banheiras indiviiduais para os jogadores, boxes com chuveiros, mesas de massagens, enfermaria, sala-de-imprensa, reservados dos juízes, auxiliares e gandulas. E túneis de acesso ao gramado. No setor médico, além das mesas de massagens e enfermaria, uma sala de oxigenioterapia e boxes com duchas, além de armários individuais e rouparia. Todas as salas com ar condicionado, central.

- Quanto custou tudo isto?

- Cem milhões de cruzeiros - revelou Emílio Ibrahim, para o governador Carlos Lacerda.

Cel. Fontenelle comandou o estacionamento do Maracanã

Coronel Americo Fontenelle"Dou o testemunho vivo da dedicação de Fontenelle à administração pública de nosso Estado, de vez que, na qualidade de dirigente do órgão encarregado da administração dos estádios da Guanabara, no Governo Carlos Lacerda, ao ter a iniciativa de implantar o espaço de estacionamento do Maracanã, com capacidade para 500 veículos" - podendo chegar a 750 veículos - "dele recebi preciosa colaboração na ordenação do Trânsito no entorno daquela praça de esportes, que disciplinou e viabilizou a utilização plena da obra inaugurada, hoje, equivocadamente, desativada. Rendo, portanto, ao cel. Américo Fontenelle, um preito de saudade e de reconhecimento à sua figura extraordinária de administrador, o mais qualificado, competente e exitoso dirigente de Trânsito, com que contou o Rio de Janeiro."

Eng. Emílio Ibrahim (abril, 2008)

Grandes obras

  • Estadio do Maracana

  • Emissario Submarino Ipanema

  • Guandu

  • Lucio Costa e Barra da Tijuca

  • Infraestrutura - Sao Conrado e Barra

  • Lagoa Rodrigo de Freitas

  • Viaduto Paulo de Frontin

  • Elevado da Perimetral

  • Praias de Ipanema e Leblon

  • Nova Lapa

  • Escolas Publicas