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OURO PRETO E MARIANA ABRAÇAM-SE COM O TREM TURÍSTICO

Emílio Ibrahim (*)

A reativação operacional da ferrovia que liga Ouro Preto a Mariana, cuja efetivação ora se celebra, dá-me o ensejo de tecer considerações sobre o papel que este empreendimento desempenha, no sentido de promover uma integração regional da qual aludi em oportunidades outras, com vistas à exploração mais racional e extensiva da vocação turística e cultural, que é patrimônio comum e indissociável dessas nossas queridas e históricas cidades.

É inegável que a conjugação de esforços para a implantação de projetos que incrementem essas atividades, elaborados numa visão abrangente que conciliem os interesses e desenvolvam as potencialidades da região, desencadeará, sem dúvida, um progresso vigoroso da economia, da cultura e do culto às raízes históricas e artísticas de tão veneradas cidades.

A vizinhança que as irmana, os fastos gloriosos que, há séculos, compartilham, as marcas indeléveis que fincaram na vida e na história das Alterosas, condicionam, de modo muito vigoroso o futuro de uma atuação conjugada, que as tornem co-partícipes nos seus objetivos e nos seus êxitos, parceiras na fruição dos bons resultados que o progresso carreie para as suas comunidades.

Daí, ser factível prever-se até uma futura coalescência urbana entre Ouro Preto e Mariana, atingidas por um fenômeno que os sociólogos e urbanistas modernos rotulam de "conurbação" entre cidades, em que se identificam os traços característicos de uma fusão em área regional, de expressão maior do que simplesmente física, mas sobretudo, de significação sócio-econômica e cultural, num entrelaçamento de propósitos e de ação conjugada, para a realização do desenvolvimento e bem estar comuns das duas cidades.

Nesse contexto, a reativação do Trem Turístico insere-se como medida altamente meritória, porque resgata uma tradição emblemática de união das duas cidades, projeto concebido pelo Ministério do Turismo, tendo à frente o dinamismo de Mares Guia, coadjuvado pelos Municípios de Ouro Preto, sob a gestão operosa do Prefeito Ângelo Oswaldo, e de Mariana, dirigido pelo eficiente Prefeito Celso Cotta. A iniciativa privada fez-se presente com a participação no empreendimento da mundialmente conhecida Companhia Vale do Rio Doce, que já desenvolve atividades industriais em Mariana, ao lado de colaboração em projetos sociais comunitários e artísticos na região.

Já por ocasião da criação do Dia de Minas, com a transferência anual simbólica da capital do Estado para Mariana, o nosso saudoso Monsenhor Vicente Dilascio fazia-se intérprete das louváveis reivindicações dos marianenses "de outras efetivas homenagens, traduzidas em obras, como justa retribuição a Mariana, Célula Mãe de Minas." A propósito, o projeto da Estrada Real, ora em franca execução, é fator decisivo de integração regional e de resgate das tradições culturais e históricas, dentre outras cidades, de Ouro Preto e Mariana.

Congratulo-me, portanto, com a inauguração do Trem Turístico, esperançoso de que outros empreendimentos desse ou de maior porte traduzam uma seqüência de iniciativas voltadas para o progresso de nossa querida região.

(*) Engenheiro e ex-Secretário de Obras e Serviços Públicos dos Estados da Guanabara e Rio de Janeiro.

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